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Blog da dona Julha
Sorria, você está comprando com 70% de desconto!Top Fashion Bizarro blá blá blá intelectualóide diante de vitrines na Barra da Tijuca
Julia Ribeiro
F eriado em plena quarta-feira nublada, dia de fazer.... compras! Ainda mais se for com até 70% de desconto nas “melhores grifes”. Mulheres (sempre à beira de um ataque de nervos) desviam das balas perdidas na Rocinha e correm descontroladas para o Top Fashion Bazar. O local é o Città América, que mistura a tradicionalíssima arquitetura de Miami com um toque de Beverly Hills caipira. Cercadas de fontes e cascatas artificiais, os olhinhos brilham diante das vitrines Sale/OFF das lojas mais “in” da cidade .
 “Beverly Hills, that’s where I want to be!” Mulheres hipnotizadas não se importam em ficar na fila: para entrar, para experimentar, para tomar fora de vendedora mal-humorada, para pagar. Mas qual é o problema? Para estar carimbada de uma grife todo esforço é valido. Afinal, diga me com marcas veste-se que te direi que és. Essa aí é mais uma filosofia de uma geração onde o consumo é desenfreado e narcisismo pungente. Lembrei-me imediatamente de alguma aula sonolenta de sociologia, de Marx e o seu conceito de fetichismo. Tinha aquele papo cult/cabeça de “ser e ter”. Parece que a segunda opção anda reinando – com gerúndio e sotaque paulista - (quase) absoluta da cabeça da galera. A fila da belíssima Osklen parecia entrada para um disputado show, com direito a seguranças trogloditas afoitos de terno, walkie talkie e pasmem... cordão de isolamento com grades de ferro na porta! Inacreditável. No mínimo, duas horas para “dar uma olhadinha” na loja.
 Fila da Osklen por duas horas com direito a seguranças e grade de ferro
Diante da mega fila (que não entrei!), fiquei pensando - outro verbo que não fosse comprar!- porque raios alguém ficaria tanto tempo numa fila para comprar algumas pecinhas OFF? Cheguei a ouvir vozes dissonantes como “não fico nessa fila, nem se fosse de graça!” e “parece até que estão dando ouro!”. Graças a deus, um pouco de bom-senso no mundo. Eu prefiro comprar um jeans Daikiry em cinco minutos do que uma calça da Osklen por 100 pratas (com desconto!) Nossa, peguei pesado, mas o que vale é o espírito da coisa...
 Joselitos sem noção! Eu prefiro jeans jeans Daikiry!
Em antropologia, o conceito de fetichismo atribui a determinados objetos propriedades mágicas ou divinas. Os objetos seriam então representações de um ser superior...Hummmmm.... mas o que as xepas do mundinho da moda têm a ver com esse blá blá blá intelectualóide? As roupas de marca seriam os objetos que estimulam pensamentos inconscientes do tipo “eu sou o que compro”. Compro junto com a etiqueta, um estilo de vida, um pseudo-ingresso para um mundo ideal VIP recheado de gente bonita, saída diretamente de anúncios de pasta de dente e cerveja. O que explicaria pagar 1.000 reais por uma calça jeans ou 300 reais por uma t-shirt branca?
 Di Santine ou Daslu: eis a questão...
Os sociólogos dizem por aí que vivemos numa “cultura fetichista”, em que a posse de certos objetos conferem ao indivíduo uma valorização pessoal, status e poder (!?). Marx utiliza o conceito de fetiche no sentido original de "feitiço", para referir-se ao duplo aspecto - econômico e ideológico - que a mercadoria assume na sociedade capitalista. De Daslu a Diesel, o que vale é o glamour não é mesmo? Ou você acha que alguém vai estampar a capa de Caras com um figurino paupérrimo? Imagina a legenda: “Fulano de calça Citycol, blusa Marisa e sapatinho Di Santine”. Gente, estamos no dia 9 de novembro, mas na Leader Maganize já é natal!
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 09/11/2005
Casal Molico": A menina de rua e o milionário O Jamanta (realmente) não morreu ?! Julia Ribeiro
Num clima, digamos assim, comercial de Molico, vemos o casal Cláudia Abreu e Henri Casteli. Ela linda, de vestidinho solto branco, cabelo milimetricamente despenteado. Ele, olhos azuis como o mar da Grécia. Alías, a Grécia é Belíssima. A arquitetura, as cores, tudo é deslumbrante. Os enquadramentos do capítulo de estréia foram cinematográficos.
Decepção foi a abertura, digamos assim...breguinha! Parecia ensaio da Sexy, mas com "Você é linda", de Caetano, como trilha sonora !? Vulgar, simplista e incoerente. Cadê o clima "clean" grego? Menos sentido ainda fez o sotaque de Gianecchini. Meio italiano meio paulista da periferia, tá ligado mano? Por falar em coisas absolutamente sem sentido....Foi uma alucinação minha ou o Jamanta contracenou com o namorado de Marilia Gabriela numa oficina mecânica?
 Você não estava alucinando ontem...
Parece mentira, mas não é! A cena é fruto de uma decisão insensata de Silvio de Abreu em ressuscitar Jamanta, personagem da novela Torre de Babel, de 98. Será que vale a pena ver de novo? Acho que não. Após a Rede Globo retratar o universo dos deficientes visuais de uma forma tão construtiva em América é um retrocesso mostrar um deficiente mental tão caricato.
Além de estimular o preconceito, o personagem incentiva o imaginário coletivo sobre sua incapacidade de inserção social. Sexta passada (quase) assistimos ao primeiro beijo gay na telinha global, mas não esqueçam que as lésbicas de Torre de Babel foram mortas em uma explosão por não serem aceitas pelo público. Lembram do casal Christiane Torloni e Silvia Pfeifer? Bonitas, bem-sucedidas, inteligentes e tinham um relacionamento homossexual estável. Se hoje, os telespectadores se decepcionaram com o “não-beijo” de Gagliasso, há sete anos, ficavam chocados com a dupla.
Última obsrevação: A mãe de Lurdinha, Glória Pires, ao lado de Fernanda Montenegro e Pedro Paulo Rangel parecia atriz de novela Mexicana. estranhíssima nesse primeiro capítulo. Palmas para Tony Ramos que parece ter nascido na Grécia de tão grego que ele está!
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 08/11/2005
 As cores de Frida Kahlo Esquadros Adriana Calcanhotto
eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome cores de Almodóvar cores de Frida Kahlo, cores passeio pelo escuro eu presto muita atenção no que meu irmão ouve e como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa filtrar seus graus eu ando pelo mundo divertindo gente chorando ao telefone e vendo doer a fome nos meninos que têm fome
pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle
eu ando pelo mundo e os automóveis correm para quê? as crianças correm para onde? transito entre dois lados de um lado eu gosto de opostos exponho o meu modo, me mostro eu canto pra quem?
pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle
eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? minha alegria, meu cansaço? meu amor cadê você? eu acordei não tem ninguém ao lado
pela janela do quarto pela janela do carro pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) eu vejo tudo enquadrado remoto controle
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 03/11/2005
Bem-vindos (novamente) ao mundinho nerd dos Games! Lá no pé do artigo tem um link para esse tal podcasting - é como se fosse uma Rádio na web! Atenção: Minha participação está na parte final.. (lá nos 21 minutos..)então quem for fazer download... clicar em cima do link lá em baixo "Podcast 01 [15Mb]". com botão direito Save as para baixar todo o programa e adiantar... Divirtam-se. Eu estava tímida... semana q vem vai ser melhor, eu prometo! Bjs
ARTIGO Aha, uhu o GameCenter tem podcasting 24/10/2005 - 11h
Desde a época de ouro da rádio brasileira, não se via tanta inovação no mundo do jornalismo falado. Prepare-se para o Globo GameCenter Podcasting Disposto a inovar, o GameCenter adentrou no mundo mágico do podcasting. Nossa mesa redonda composta por expoentes do jornalismo pretende debater semanalmente assuntos ligados ao mundo dos videogames.
Pêra aê, você não sabe o que é um podcasting? Bem, para quem vive no mundo da lua, vamos explicar: podcasting é um blog falado. Você grava e publica na internet em arquivo mp3 para ser ouvido em tocadores de mp3 (dããã) ou no computador.
Mediados pelo editor Henrique Olifiers, na primeira edição do Globo GameCenter Podcasting, os redatores Victor Cezar, Julia Ribeiro, Thales Martins e Felipe Martins (eles não são parentes) debateram os seguintes temas: o novo game dos mutantes X-Men, a continuação de Black and White, o controle do Nintendo Revolution e a relação conflituosa das mulheres com os videogames.
Divirta-se com este debate de alto-nível cultural e espere que muitos outros virão. Globo GameCenter Podcasting, todos os games em um só lugar. Baixe o podcast clicando aqui - Podcast 01 [15Mb]. fonte: http://www.globo.com/games
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 25/10/2005
Dona Julha indica...
Sites de resenhas que valem a pena! (de brinde: duas pérolas recheadas de irônia e veneno!)
Mesmo discordando, esses caras escrevem muuuito bem!
http://www.zerozen.com.br/frame.htm
"Enfim, se continuarem nesse ritmo (ou seja, quase parando) os integrantes dos Los Hermanos vão acabar a carreira fazendo parte da banda de apoio do Djavan ou do Ivan Lins."
Sobre o CPM 22: "vocal berrado e letras, hã, "inspiradas" no cotidiano dessa galera bonitaaaaaaaaa e sonhadoraaaaaaaaaa, a fina flor da aborrescência classe média urbanóide pós-moderna brasileira".
http://www.abacaxiatomico.com.br/osomdoabacaxi/lixeira.htm
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 10/10/2005
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 06/10/2005

MULHER RÚCULA OU MULHER ALFACE? Quem é você? fonte: texto desconhecido. Da série pérolas da internet!
MULHER RÚCULA
Ardida, interessante Apimentada, meio malvada Desenibida, um pouco falante...
Dança sozinha, entra sem carteirinha Personalidade forte Vive tentando a sorte
Esquentada, docinha, encrenqueira, engraçada,doidinha, barraqueira Inquieta, vive de dieta Compulsiva, desconta tudo na comida
Às vezes trash, às vezes light Meio de lua, meio na sua Meio sincera, meio na dela, meio Cinderela... Desencanada, viajada, descolada
Vive tentando se dar bem Às vezes tem xilique, às vezes fica zen Lógico que ela quer namorar Mas não é deseperada pra casar
Não joga, não enrola, fala sempre a verdade Não esconde que tem saudade Tem um monte de amigos Especiais, novos e antigos
Só que os homens fogem dela Com um medo que só eles sabem explicar Os que encaram fazem coro Rúcula só tem a acrescentar Tem que, pelo menos, experimentar
A mulher rúcula faz toda a diferença Você pode gostar ou não Mas, com certeza, não se esquece da sua presença...

MULHER ALFACE
A certinha, a boazinha, bonitinha. Que não tem gosto de nada. Que sempre namora os caras mais lindos e interessantes. Que abre mão das suas baladas para assistir o futebol com o cara. Abre mão de ter sua vida e fazer suas vontades para fazer o papel de legal. Isso deixa os caras bem mal acostumados e ainda mais machistas. Nota zero pra vocês, alfaces.
Sem graça, sem alça, sem classe Sonsa, se faz de santa, de tonta Não tem mistério, nada de especial Nunca sai do sério, falta sal
Não dança sozinha Não bebe caipirinha Faz tipo de boazinha Até que é bonitinha...
Na balada só bebe água Faz o tipo bem comportada Parece marionete programada Só fala quando é acionada
Então por que os caras querem te namorar? Será que é porque pensam que podem te controlar?
Acontece que no fundo você manipula Segue direitinho a receita da bula Chega de mansinho como quem não quer nada E se enfia logo no posto de namorada
Eles não vêem o perigo disfarçado Não percebem seu jeito inocente mascarado Essa tua cara de alface molhado Fingindo incapacidade de olhar pro lado
Você não é feia nem bonita Não é chata nem legal O que realmente irrita É que você é muito normal
 fonte: http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/bienaldanca2004/selecionados.asp?op=sele
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 04/10/2005
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